28 setembro 2006

40 anos de Jornada nas Estrelas

Eu sou fã. Aliás, eu sou fã de perder o sábado todo no sofá para assistir a Nova Geração, Deep Space Nine, Voyager e Enterprise em sequência. O engraçado é que não gosto tanto da série original... teve seu momento, mas envelheceu com sua época. Representa como poucas coisas o futuro de antigamente.
 
O que realmente me impressiona nas séries seguintes de Star Trek é a qualidade do roteiro, especialmente os da Voyager e da Nova Geração. A capacidade de mostrar um ponto de vista, geralmente filosófico, antropológico ou psicológico, em uma história com início, meio e fim, com boa qualidade técnica, atores competentes e na modesta duração de uma hora (com os comerciais).
 
Isso tudo mostrando uma humanidade quase perfeita, além da ganância, estupidez e maldade. O problema são sempre "os outros", alienígenas estranhos, raças diferentes, literalmente de outros mundos. Técnica clássica de projeção... Olhe para os outros e verás a si mesmo!
 
Dois episódios inesquecíveis pela inteligência do roteiro:
- Course: Oblivion, episódio 18 da quinta temporada da Voyager... discutindo de forma muito original o que significa estar vivo, nosso desejo por imortalidade e a futilidade deste desejo. Tanto Sartre quanto Virginia Woof iriam adorar.
 
- Stigma, episódio 14 da segunda temporada da Enterprise... mostrando como tabus e preconceitos podem tomar muitas formas. Uma óbvia metáfora para a AIDS.
 
Abaixo está o link de uma excelente matéria do Pedro Dória, na No Mínimo, sobre a data!
 

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