16 outubro 2006

Relações em JOGO

A imagem do jogador de video-games é bastante estereotipada: adolescente, masculino, "anti-social"... Como todo estereótipo, tal visão nasceu com um fundo de verdade que se perdeu inteiramente com o tempo. Não só a demografia dos jogadores mudou, mas também toda a tecnologia associada a atividade e a forma de seu uso. O artigo abaixo ressalta esta questão do estereótipo mas perde o ponto mais importante: a mudança na natureza dos jogos!
Antes os jogos eram solitários, ou quase. Jogava-se com (ou contra) a máquina sozinho ou no máximo com um amigo ao seu lado. Mesmo quando várias pessoas se reuniam para jogar, apenas um ou dois usava o sistema a cada vez. Mas tudo mudou com os jogos on-line. Neste cenário, dezenas, centenas ou até mesmo milhares de jogadores se conectavam simultaneamente a um servidor e jogavam juntos, no mesmo ambiente.
 
A partir de então, não temos apenas usuários de um jogo (desconectados), temos uma comunidade de jogadores. Uma Comunidade (sim, com C maiúsculo) que compartilha dicas, oferece opiniões, e forma suporte social e emocional para seus membros. O jogo, como ferramenta de comunicação, evoluiu de meio indireto (quando o autor do jogo expressava algo para os usuários) para comunicação direta e bi-direcional, onde cada participante da comunidade é parcialmente responsável pela experiência de todos.
 
Aonde isso nos leva? Existem, ou existirão (podem aguardar), consequências sociais, legais, comportamentais, psicológicas, etc, etc, etc, desta novidade. Estamos tateando às cegas em um mundo diferente que vai se apresentado para a gente. Um novo meio ambiente leva a novas relações... o que será que vai mudar nas regras do jogo?

Nenhum comentário: