Falar sobre jovens é um tema fascinante, mas quase sempre parte-se de um erro grave: imagina-se que existe uma única juventude. Tudo em nossa sociedade é plural, em especial os agrupamentos humanos de qualquer tipo. Leiam o texto abaixo:
Os jovens não gostam da gente, e quem pode culpá-los? - Pedro Dória (No Mínimo)
Ao final da leitura, fica aquela impressão de um futuro tecnológico abrangente, com uma juventude absolutamente conectada, pronta para utilizar e revolucionar a sociedade através da tecnologia.
Bem, isso é só parte da verdade. A camada mais afluente, em renda, educação e inteligência, já vive neste mundo. Olhe ao seu redor e você os verá. Mas existe uma proporção ainda maior de jovens que nunca tiveram acesso a nada disso. Não existe uma juventude única, uma única tribo ou tendência. Somos vários, em todos os níveis.
Portanto, a grande questão das ciências sociais hoje é: Que faremos para assegurar a convivência destes diversos mundos virtuais presentes simultaneamente em um único mundo físico?
A impressão que eu tenho é que hoje não existem pontes entre os mundos, apenas colisões. Já não há encontros, apenas confrontos. E eles se tornarão mais frequentes, mais desiguais e mais violentos.




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