22 fevereiro 2007

O Dinheiro morreu! Vida longa ao Dinheiro!

O dinheiro é um conceito escorregadio. Todos o conhecem mas sua definição é tão complexa quanto as transações possíveis com ele. E como tudo mais que nos cerca, ele é profundamente impactado pelo avanço tecnológico.

Uma das primeiras coisas que explico em minhas aulas é que tecnologia é muito mais que máquinas. Na verdade, os grandes avanços tecnológicos estão nos processos, nos novos meios de fazer coisas novas e antigas.

A grande (r)evolução tecnológica que vivemos hoje advem dos novos processos criados através de canais digitais de comunicação e não dos objetos (computadores) que tornam a comunicação possível. O objeto é moldado pelo processo, e não o contrário, como muitas vezes parece.

O dinheiro não é uma coisa, um objeto. Ele é fundamentalmente um processo, uma forma estabelecida culturalmente de como realizar certos tipos de transação apoiado por um conjunto de objetos (papel, moedas, cartões, contas, etc). A medida que os canais onde o processo ocorre se alteram, também se alterarão os objetos de suporte.

Dinheiro não é menos dinheiro porque não é feito de papel. Na verdade, dinheiro de papel é algo relativamente novo que só se tornou possível por causa de uma outra grande revolução tecnológica do passado: a criação da imprensa.

Foi graças à imprensa que o dinheiro deixou de ser o metal e se tornou o papel. Assim como, antes, deixou de ser a mercadoria (sal, fumo, contas, pedras, etc) para se tornar a moeda, a medida que a metalurgia evoluía. Mudanças levam a mudanças, sempre.

Assim como as palavras estão migrando do papel para os meios eletrônicos, o dinheiro sairá da carteira para o computador portátil de sua escolha (celular, pda, smart card, palm top, etc).

Por isso, só nos resta pensar como os meninos nos sinais farão para pedir trocados virtuais... Leiam abaixo.

O dinheiro vai acabar - Pedro Doria (No Mínimo)

The Future of Money - The Economist

powered by performancing firefox

Nenhum comentário: