Todo o marketing na Internet é baseado fortemente no uso de informação. É necessário acumular dados, definir ferramentas e métodos analíticos para transformá-los em informação e, por fim, usar essas informações em ações relevantes (isto é, ricas em dados contextuais) para o mercado alvo, seja este composto por clientes e/ou usuários. É necessário técnica e criatividade, mas o passo inicial é o acumulo de dados.
E é aí que a questão da privacidade se faz presente. Até que ponto podemos/devemos acumular dados sobre alguém? Até que ponto é ético usar esses dados? Que garantias podemos dar sobre o uso que essas informações terão?
A abordagem mais comum hoje em dia é a permissão, isto é, no momento de obtenção do dado devemos informar qual será o seu uso e pedir permissão ao usuário para utilizá-los. Mas essa abordagem tem pelo menos dois pontos fracos.
Primeiro, geralmente pede-se permissão para uso apenas dos dados intencionalmente enviados pelo usuário e não daqueles "rastros" que todos deixam para trás ao simplesmente usar o serviço, tais como seqüência de páginas, tempo de acesso, palavras de busca, etc. O usuário se revela muito mais nesses dados do que naqueles especificamente enviados. Na verdade, os dados sobre os quais se pedem permissão levam apenas a ligação entre os "rastros" do usuário com alguma forma de contato (nome, e-mail, etc). A maioria dos usuários não compreende o processo de uso da informação e, portanto, não podem tomar decisões realmente embasadas sobre os riscos para sua privacidade.
Segundo, não é feito qualquer menção sobre por quanto tempo a permissão é válida. Não há contrato real sem especificação de duração, mas a maioria das empresas parte do princípio que, uma vez dada a permissão, ela é válida até que o usuário se manifeste em contrário. Este problema é minimizado pelo fato que o comportamento dos usuários muda e que, portanto, as informações mais antigas logo deixarão de ter qualquer utilidade. Isso quer dizer que informação tem prazo de validade. Por outro lado, como não há garantias que os dados serão apagados, fica potencialmente um histórico do comportamento do usuário para sempre na web. Bancos de dados não esquecem... o que quer que você tenha feito on-line pode estar registrado por um grande número de entidades sem que você tenha conhecimento, potencialmente para sempre.
As empresas sérias (ou as que realmente usam os dados em todo o seu potencial) sabem desses problemas. Assim, também, como diversos grupos que pensam sobre as conseqüências do crescente uso da Internet para nossas atividades diárias. Algumas iniciativas começam a ser tomadas para tentar resguardar o bem maior. Por exemplo, leiam a matéria abaixo:
Mas assim é feito o futuro. Cada nova tecnologia traz um novo processo que traz novos desafios sobre uso e regulação. E a ética se impõe não por uma suposta "bondade", mas pela mais pura necessidade.
E é aí que a questão da privacidade se faz presente. Até que ponto podemos/devemos acumular dados sobre alguém? Até que ponto é ético usar esses dados? Que garantias podemos dar sobre o uso que essas informações terão?
A abordagem mais comum hoje em dia é a permissão, isto é, no momento de obtenção do dado devemos informar qual será o seu uso e pedir permissão ao usuário para utilizá-los. Mas essa abordagem tem pelo menos dois pontos fracos.
Primeiro, geralmente pede-se permissão para uso apenas dos dados intencionalmente enviados pelo usuário e não daqueles "rastros" que todos deixam para trás ao simplesmente usar o serviço, tais como seqüência de páginas, tempo de acesso, palavras de busca, etc. O usuário se revela muito mais nesses dados do que naqueles especificamente enviados. Na verdade, os dados sobre os quais se pedem permissão levam apenas a ligação entre os "rastros" do usuário com alguma forma de contato (nome, e-mail, etc). A maioria dos usuários não compreende o processo de uso da informação e, portanto, não podem tomar decisões realmente embasadas sobre os riscos para sua privacidade.
Segundo, não é feito qualquer menção sobre por quanto tempo a permissão é válida. Não há contrato real sem especificação de duração, mas a maioria das empresas parte do princípio que, uma vez dada a permissão, ela é válida até que o usuário se manifeste em contrário. Este problema é minimizado pelo fato que o comportamento dos usuários muda e que, portanto, as informações mais antigas logo deixarão de ter qualquer utilidade. Isso quer dizer que informação tem prazo de validade. Por outro lado, como não há garantias que os dados serão apagados, fica potencialmente um histórico do comportamento do usuário para sempre na web. Bancos de dados não esquecem... o que quer que você tenha feito on-line pode estar registrado por um grande número de entidades sem que você tenha conhecimento, potencialmente para sempre.
As empresas sérias (ou as que realmente usam os dados em todo o seu potencial) sabem desses problemas. Assim, também, como diversos grupos que pensam sobre as conseqüências do crescente uso da Internet para nossas atividades diárias. Algumas iniciativas começam a ser tomadas para tentar resguardar o bem maior. Por exemplo, leiam a matéria abaixo:
Google dará mais privacidade a dados de usuários - O Globo OnlineÉ claro que isso é apenas o início. Nós ainda nem pensamos nas consequências operacionais, éticas e legais relativas à privacidade no mundo da Web 2.0 que já começa a se desenhar no horizonte!
Mas assim é feito o futuro. Cada nova tecnologia traz um novo processo que traz novos desafios sobre uso e regulação. E a ética se impõe não por uma suposta "bondade", mas pela mais pura necessidade.




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