Ainda no assunto interface, vemos que o sucesso do Wii e do Iphone são apenas a ponta do iceberg.
A micro-eletrônica é hoje extremamente avançada e são apenas dois os problemas que impedem que ampliemos o uso de sistemas computacionais móveis: a fonte de energia e a interface de controle.
Explicando melhor, a convergência tecnológica leva a uma crescente integração e interconexão de redes (internet, celular, telefonia fixa, etc) que estão disponíveis em áreas de cobertura também cada vez maiores. Assim, surge uma crescente demanda para uso de dispositivos computacionais móveis (PDA´s, celulares, notebooks, etc) já que sua utilidade depende da disponibilidade de uso a qualquer momento e em qualquer lugar.
Para que estes dispositivos possam ser tão ubiqüos (isto é, tão presentes no nosso dia-a-dia), eles devem ser fáceis de transportar e de usar. É aí que começa o problema. Para ser fácil de transportar, o aparelho deve ser pequeno; mas se ele for muito pequeno, torna-se difícil de manipulá-lo. Pense: se fizermos um celular do tamanho de um botão de camisa, como vamos operá-lo? Ou pior, como vamos recarregá-lo?
O limite de miniaturização de um notebook hoje é determinado mais pelo tamanho do monitor, do teclado e da bateria interna do que por qualquer outro componente do sistema. É claro que quanto menor o dispositivo, menor suas necessidades de energia, mas ela nunca será zero. Sempre teremos que recarregar. Podemos mexer à vontade com os aparelhos, mas não dá para mexer com o tamanho ou o formato da mão humana.
A solução de controle "mental" ajuda a resolver a primeira parte deste problema. Principalmente se pudermos fazer com que a comunicação funcione nos dois sentidos, isto é, da mente para o aparelho e também do aparelho para a mente. É um avanço inegável.
No entanto, continua faltando uma fonte de força segura, prática e amplamente disponível. Meu palpite é que a solução definitiva será dada pela biotecnologia. Afinal, nossos corpos são baterias biológicas, recarregadas via alimentação. A rede de distribuição de alimentos é a maior infra-estrutura energética que dispomos, parte criada pelo homem, parte pela própria natureza. O melhor lugar para colocar o dispositivo de computação móvel será dentro do próprio corpo humano, aproveitando-se de um sistema alimentar que já existe e diminuindo a energia necessária para a interface.
Se hoje isso parece ficção científica, pare para pensar no artigo que você acabou de ler acima. Ele também parece ficção, mas já é uma quase realidade.
Game controlado pela mente chega ao mercado em 2008 - Portal EXAMEAcho engraçado que o primeiro uso percebido para esta nova tecnologia de interface mental seja o controle de videogames. Não estou subestimando este mercado, que é imenso, com alta rentabilidade e baseado em inovação. Mas para mim é claro que é a computação móvel que vai realmente usufruir plenamente destes avanços.
A micro-eletrônica é hoje extremamente avançada e são apenas dois os problemas que impedem que ampliemos o uso de sistemas computacionais móveis: a fonte de energia e a interface de controle.
Explicando melhor, a convergência tecnológica leva a uma crescente integração e interconexão de redes (internet, celular, telefonia fixa, etc) que estão disponíveis em áreas de cobertura também cada vez maiores. Assim, surge uma crescente demanda para uso de dispositivos computacionais móveis (PDA´s, celulares, notebooks, etc) já que sua utilidade depende da disponibilidade de uso a qualquer momento e em qualquer lugar.
Para que estes dispositivos possam ser tão ubiqüos (isto é, tão presentes no nosso dia-a-dia), eles devem ser fáceis de transportar e de usar. É aí que começa o problema. Para ser fácil de transportar, o aparelho deve ser pequeno; mas se ele for muito pequeno, torna-se difícil de manipulá-lo. Pense: se fizermos um celular do tamanho de um botão de camisa, como vamos operá-lo? Ou pior, como vamos recarregá-lo?
O limite de miniaturização de um notebook hoje é determinado mais pelo tamanho do monitor, do teclado e da bateria interna do que por qualquer outro componente do sistema. É claro que quanto menor o dispositivo, menor suas necessidades de energia, mas ela nunca será zero. Sempre teremos que recarregar. Podemos mexer à vontade com os aparelhos, mas não dá para mexer com o tamanho ou o formato da mão humana.
A solução de controle "mental" ajuda a resolver a primeira parte deste problema. Principalmente se pudermos fazer com que a comunicação funcione nos dois sentidos, isto é, da mente para o aparelho e também do aparelho para a mente. É um avanço inegável.
No entanto, continua faltando uma fonte de força segura, prática e amplamente disponível. Meu palpite é que a solução definitiva será dada pela biotecnologia. Afinal, nossos corpos são baterias biológicas, recarregadas via alimentação. A rede de distribuição de alimentos é a maior infra-estrutura energética que dispomos, parte criada pelo homem, parte pela própria natureza. O melhor lugar para colocar o dispositivo de computação móvel será dentro do próprio corpo humano, aproveitando-se de um sistema alimentar que já existe e diminuindo a energia necessária para a interface.
Se hoje isso parece ficção científica, pare para pensar no artigo que você acabou de ler acima. Ele também parece ficção, mas já é uma quase realidade.




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