23 abril 2007

Interface: a verdadeira revolução

A maioria das pessoas associa inovação a novas máquinas e equipamentos, e não a novos processos, novos jeitos de fazer. Afinal, é muito mais fácil observar e entender um produto novo, tangível, do que uma nova forma de executar algo, intangível. Mesmo que seja uma nova forma de usar o produto. É por isso que damos mais atenção aos novos recursos da máquina e não a nova forma de utilizá-la.

Mas, a forma de usar geralmente é fator preponderante quando pensamos na adoção da inovação. Isto é, ninguém gosta de usar um produto difícil de operar. É a interface que determina o sucesso da inovação, especialmente na área de tecnologia.

A última grande mudança no jeito de usar computadores foi o surgimento do conjunto interface gráfica + periférico de apontamento (pense em windows + mouse). O sucesso do computador pessoal como eletrodoméstico presente na vida diária de milhões de famílias está mais relacionado com a facilidade do uso do que com os recursos ou mesmo a utilidade real do computador.

Os produtos e serviços que hoje são muito usados só foram desenvolvidos porque os computadores estavam disponíveis na casa das pessoas. Foi a interface gráfica e o mouse que possibilitaram a revolução da informática doméstica e não o aumento de recursos (velocidade, memória, etc) dos computadores. O desenvolvimento de novos recursos deveu-se principalmente a pré-existência de um mercado comprador varejista de grande volume.

Agora, estamos no limiar de uma nova revolução. Leiam abaixo:

Celulares apostam em sensor do console Wii - G1.com.br

Gambiarra dá novas funções ao polêmico controle remoto do Wii - G1.com.br

Wii lidera corrida da nova geração de games - G1.com.br
O jeito de usar é a chave! Assim como o computador doméstico em conjunto com a interface gráfica definiu uma geração, o computador móvel (pda, celular, palm, etc) em conjunto com novas formas de interface (o acelerômetro é a primeira, não a única e muito menos a última) vão definir uma nova era de convergência digital.

Temos que reformular a forma de uso para permitir que a rede seja realmente acessada e utilizada de qualquer lugar, a qualquer momento, de qualquer maneira. E devagar os elementos deste novo uso vão surgindo.

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