14 maio 2007

Tribos & Comunidades

Cada vez mais, há a consciência da importância das tribos e comunidades para o marketing em geral. As redes digitais, com seus novos serviços de comunicação para grupos, são um suporte excelente tanto para o surgimento e crescimento dessas "tribos" quanto para as empresas se relacionarem com elas. Leiam abaixo:

Tribos do Orkut alteram cotidiano de empresas - O Globo Online

Agora, um pouco de reflexão sobre marketing, por um aspecto teórico. Geralmente, as pessoas encaram as comunidades como um forma de segmentação de mercado. Sem dúvida, observar comunidades é uma forma de olhar para os clientes. Mas há uma diferença conceitual entre segmentar e utilizar comunidades para pesquisa ou para ações de marketing.

Enquanto em uma segmentação tradicional (by the book) um certo cliente deve pertencer a um e somente um segmento de mercado, quando tratamos de comunidades virtuais percebemos que um cliente pode pertencer, sem problemas, a várias comunidades simultaneamente.

Como conseqüência, manter o marketing focado nas comunidades NÃO é necessariamente manter o foco no cliente, mas sim no tema da comunidade. Se este for um produto, podemos estar focado no produto sem nem ao menos nos dar conta.

Isso não é necessariamente ruim, mas é uma distorção daquela idéia, tão forte no marketing, de que o cliente deve estar sempre no centro do processo.

As comunidades nos dão uma nova perspectiva sobre o comportamento dos consumidores, uma forma relativamente fácil e barata de observar certos gostos e preferências, assim como um modo de se comunicar com um grupo de pessoas organizado ao redor de um tema específico. Mas não são necessariamente uma forma de segmentação.

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