O título da matéria abaixo é bastante tendencioso e não reflete a profunda mudança cultural que está acontecendo no Brasil hoje.
Para entender minha impressão, temos que analisar o significado da pesquisa citada. Praticamente 4 em cada 10 computadores foram comprados por alguma forma de marketing direto, seja on-line, seja por telemarketing ou catálogo.
E estamos falando de um produto relativamente caro e complexo, que exige um processo de compra mais demorado e cuidadoso, no qual o consumidor certamente faz uma pesquisa mais detalhada tanto sobre o produto em si quanto sobre os preços.
Vamos pensar no que estes números significam... Sabemos que está havendo uma explosão de consumo de equipamentos de informática, devido a maior facilidade de crédito, especialmente nas classes C/D.
E estes são NOVOS consumidores, que só agora chegam para valer para consumir os produtos digitais. E eles chegam com uma experiência on-line relativamente pequena, adentrando em uma cultura de consumo que lhes é desconhecida.
Vejamos: comprar na web é uma decisão que exige confiança. Confiança nos processos, nas marcas, nos produtos, enfim, no ambiente on-line como um todo. E confiança exige tempo e experiência para ser construída.
Como os consumidores C/D estão chegando agora, ainda não tiveram tempo de construir essa confiança. Eles estão acostumados a obter aquelas informações essenciais para compra de um produto tecnológico dos amigos, do boca-a-boca e também do vendedor da loja. Afinal, é uma compra cara e importante para eles.
O trabalho do vendedor ao vivo, que informa, opina, explica e aconselha é fundamental para as classes C/D que não estão habituadas a procurar por elas mesmas as informações na web.
Portanto, a forma de compra preferida destes consumidores, POR ENQUANTO, deve ser realmente a compra pessoal em uma loja que lhes inspire confiança, lhes traga informação, garantias e uma face humana para reduzir a sensação de risco que toda compra mais cara nos traz.
E como existem muito mais compradores C/D do que A/B, deveríamos esperar que a maior parte das compras fosse realmente feita em lojas tradicionais. Afinal, os números da pesquisa são por compras efetuadas e não por valor da compra!
E, apesar de todo o exposto acima, apenas 59% das compras estão sendo realizadas em lojas físicas!
Isto significa que as classes A/B também estão comprando máquinas novas, e que elas provavelmente estão fazendo isso no mercado direto! Alías, é bastante provável que partes da classe C/D, aqueles que já tem cultura on-line suficiente, também estejam preferindo a compra via web por trazer maiores facilidades de crédito e preço.
Em outras palavras, para aqueles que já se acostumaram com a web, e com todas as outras formas alternativas de compra, a preferência têm sido a compra direta. Essa é a verdadeira mudança cultural.
É claro também que a questão de comprar na loja ou no site hoje começa a se tornar secundária. Tanto a web quanto o mundo real se complementam na pesquisa que o consumidor faz antes de comprar um produto, especialmente quando ele é relativamente caro. Na prática, o consumidor procura informação onde acha mais conveniente, de acordo com seu nível educacional e social, e depois compra onde acha mais BARATO!
Não dá para pensar só web, ou só loja física. A grande questão é como misturar as duas coisas!
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Brasileiro ainda prefere comprar computadores em lojas, diz pesquisa - O Globo OnlineLendo o artigo, ficamos sabendo que 59% das compras de computadores foram feitas no varejo físico, isto é, em uma loja tradicional. Sinceramente, fiquei surpreso em quão BAIXO é esse número...
Para entender minha impressão, temos que analisar o significado da pesquisa citada. Praticamente 4 em cada 10 computadores foram comprados por alguma forma de marketing direto, seja on-line, seja por telemarketing ou catálogo.
E estamos falando de um produto relativamente caro e complexo, que exige um processo de compra mais demorado e cuidadoso, no qual o consumidor certamente faz uma pesquisa mais detalhada tanto sobre o produto em si quanto sobre os preços.
Vamos pensar no que estes números significam... Sabemos que está havendo uma explosão de consumo de equipamentos de informática, devido a maior facilidade de crédito, especialmente nas classes C/D.
E estes são NOVOS consumidores, que só agora chegam para valer para consumir os produtos digitais. E eles chegam com uma experiência on-line relativamente pequena, adentrando em uma cultura de consumo que lhes é desconhecida.
Vejamos: comprar na web é uma decisão que exige confiança. Confiança nos processos, nas marcas, nos produtos, enfim, no ambiente on-line como um todo. E confiança exige tempo e experiência para ser construída.
Como os consumidores C/D estão chegando agora, ainda não tiveram tempo de construir essa confiança. Eles estão acostumados a obter aquelas informações essenciais para compra de um produto tecnológico dos amigos, do boca-a-boca e também do vendedor da loja. Afinal, é uma compra cara e importante para eles.
O trabalho do vendedor ao vivo, que informa, opina, explica e aconselha é fundamental para as classes C/D que não estão habituadas a procurar por elas mesmas as informações na web.
Portanto, a forma de compra preferida destes consumidores, POR ENQUANTO, deve ser realmente a compra pessoal em uma loja que lhes inspire confiança, lhes traga informação, garantias e uma face humana para reduzir a sensação de risco que toda compra mais cara nos traz.
E como existem muito mais compradores C/D do que A/B, deveríamos esperar que a maior parte das compras fosse realmente feita em lojas tradicionais. Afinal, os números da pesquisa são por compras efetuadas e não por valor da compra!
E, apesar de todo o exposto acima, apenas 59% das compras estão sendo realizadas em lojas físicas!
Isto significa que as classes A/B também estão comprando máquinas novas, e que elas provavelmente estão fazendo isso no mercado direto! Alías, é bastante provável que partes da classe C/D, aqueles que já tem cultura on-line suficiente, também estejam preferindo a compra via web por trazer maiores facilidades de crédito e preço.
Em outras palavras, para aqueles que já se acostumaram com a web, e com todas as outras formas alternativas de compra, a preferência têm sido a compra direta. Essa é a verdadeira mudança cultural.
É claro também que a questão de comprar na loja ou no site hoje começa a se tornar secundária. Tanto a web quanto o mundo real se complementam na pesquisa que o consumidor faz antes de comprar um produto, especialmente quando ele é relativamente caro. Na prática, o consumidor procura informação onde acha mais conveniente, de acordo com seu nível educacional e social, e depois compra onde acha mais BARATO!
Não dá para pensar só web, ou só loja física. A grande questão é como misturar as duas coisas!
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